INSS muda regras e cria fila nacional única para análise
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou ontem (13), no Diário Oficial da União, a Portaria PRES/INSS nº 1.919, que promove alterações no Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) e no Pagamento Extraordinário.
A principal mudança é a nacionalização da fila de requerimentos, que deixa de ser regional e passa a funcionar de forma única em todo o país.
Na prática, isso significa que pedidos de benefícios não ficarão mais restritos à análise da agência ou da região onde foram protocolados.
Servidores poderão atuar onde a demanda é maior
Com a fila nacional, servidores de regiões com menor volume de processos e melhores indicadores de desempenho poderão analisar requerimentos de localidades onde o tempo de espera é maior.

Segundo o INSS, “a medida busca reduzir desigualdades regionais, ampliar a capacidade de atendimento e dar maior fluidez à análise dos pedidos”.
O que é o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB)?
O PGB é um programa interno do INSS que reúne medidas voltadas à otimização do fluxo de análise dos processos de concessão e revisão de benefícios previdenciários e assistenciais.
Ele estabelece diretrizes para organização do trabalho, definição de prioridades e acompanhamento da produtividade, sendo um dos principais instrumentos utilizados pelo Instituto para enfrentar o acúmulo de pedidos.
Prioridade para quem espera há mais tempo
A nova portaria determina que a análise dos requerimentos deve priorizar os segurados que aguardam há mais tempo por uma decisão administrativa. Além disso, o INSS definiu como foco inicial os benefícios com maior volume de pedidos represados.
BPC e benefícios por incapacidade entram no foco
De acordo com o presidente do INSS, Gilberto Waller, a estratégia concentra esforços especialmente no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e nos benefícios por incapacidade, que juntos representam cerca de 80% da fila atual do Instituto.
A ideia é direcionar a maior parte da força de trabalho justamente para esses casos, considerados os mais sensíveis do ponto de vista social.
Novas regras para participação dos servidores
A Portaria PRES/INSS nº 1.919 também traz regras específicas sobre a participação dos servidores no programa, incluindo:
- limites de tarefas diárias;
- critérios de controle e qualidade das análises;
- restrições à participação de servidores cedidos a outros órgãos.
Essas regras visam garantir maior padronização, eficiência e segurança nas decisões administrativas.
Quais são os impactos para segurados e advogados?
A nacionalização da fila tende a impactar diretamente o tempo de análise dos benefícios, especialmente em regiões historicamente mais sobrecarregadas.
Segundo a advogada previdenciarista do Prev, Thaís Bertuol Xavier, “a unificação da fila do INSS tende a exigir um acompanhamento ainda mais atento dos requerimentos, já que os processos poderão ser analisados por servidores de diferentes regiões do país, o que reforça a necessidade de pedidos bem instruídos desde o início”.
A fila nacional do INSS muda o prazo legal de análise dos benefícios?
Não. A nacionalização da fila não altera os prazos legais previstos em lei ou em decisões judiciais. A medida tem caráter administrativo e busca redistribuir a força de trabalho para reduzir o tempo médio de espera, especialmente em regiões mais sobrecarregadas.
Meu benefício pode ser analisado por um servidor de outro estado?
Sim. Com a fila única nacional, os requerimentos poderão ser analisados por servidores de qualquer região do país, independentemente do local onde o pedido foi protocolado.
A nacionalização da fila pode acelerar a concessão do benefício?
Em tese, sim. O objetivo do INSS é reduzir desigualdades regionais e aumentar a capacidade de análise ao permitir que regiões com menor demanda auxiliem aquelas com maior volume de processos pendentes.
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Jornalista formado na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e pós-graduado em Comunicação Empresarial e Marketing Digital. Jornalista no Previdenciarista. Redator e curador de conteúdo na newsletter PrevNews. Marketing Jurídico.





